Publicado em Amigos na Poesia, Poesia

Amigos na Poesia | Dulphe Barbosa #3

Sem bater

Entre eu querer e você deixar

Entre você se arriscar e eu recuar

Entre eu ir e você voltar

Entre você pedir e eu permitir

Entre tantas e tantos
Entre você e eu

Entre amar e  desejar

Entre,

Entre e vá em frente
Entre quantas e quantos

Entre amor e sexo

Entre seduzir e sucumbir

Entre, entre e aprofunde-se
Entre eu e você

Entre quatro paredes surdas

Entre votos, promessas e esperanças

Entre, entre e surte, me enlouqueça
Entre emoção e razão

Entre o que é e o que queremos que seja

Entre o que combinamos, ou suspeitamos ser

Entre, entre e só saia quando não tivermos mais saída.

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Publicado em Filme, Poesia

Cinearte – Cinema Brasileiro: Nise, o coração da loucura [parte dois/dois]

Continuando a falar sobre minha maravilhosa experiência… LEIA A PARTE UM AQUI

 

Pelo trailer eu esperava uma certa carga emocional. Eu nem preciso dizer que o assunto drama sempre me atraiu né? Quem lê meus textos nota sempre isso, a carga emocional 🙂

É incrível a vitalidade dessa mulher em expressar suas ideias sem usar as mesmas “armas” que lhe são apontadas!

Mais incrível ainda, sua sensibilidade e empatia para com as mazelas e debilidades alheias. Estudo, perseverança e muito amor ao próximo, são expressões marcantes na trajetória médica dessa mulher que não mediu esforços para provar que “não se pode olhar somente a superfície”.

Um tema atual, e que vale à pena ser lido, assistido e debatido.

Não quero falar de dados técnicos do filme, porque não tenho parâmetros para isso e nem é meu foco aqui. O foco é apenas chamar atenção dos leitores e seguidores à toda arte que garimpo por aí , afim de que também lhes sirva de incentivo à reflexão e ao rompimento de barreiras existenciais. (pode ser pretensão, mas …)

 

spoiler-alert

 

A cena em que chorei está perto do final do filme.

Cenas antes a dra Nise recebe um recado do diretor do hospital, sobre sua terapia com cães estar “incomodando” os outros pacientes e funcionários do hospital, alegando que os animais defecam e urinam, trazem doenças e etc… Ela explica que eles fazem parte do tratamento dos clientes e que tirá-los dos mesmo causaria um grande abalo. O diretor demonstra pouco se importar com a opinião dela. A cena termina aí. O filme transcorre mais algumas cenas e quando se vê que os clientes estão mostrando um avanço em relação ao início desse novo tratamento, a única mulher do grupo,  Adelina, ao acordar vai para o pátio e se depara com uma cena terrível, em choque ela começa a gritar:

“Mataram todos! Mataram todos!”

Clientes, enfermeiros e auxiliares correm para o local sem saber ao certo o que há, e aquele desespero todo, as pessoas alvoraçando-se, o choque e o horror estampado nos rostos… :/ e o declínio de meses de trabalho :/  o retrocesso, tudo por causa de motivos mesquinhos e egoístas: mataram os cães! Certamente envenenados, estavam todos caídos!

Não sei o que me comoveu mais, a morte dos bichinhos ou saber que aquilo traria consequências desastrosas no tratamento, culminando num retrocesso imenso na qualidade de vida das pessoas assistidas pela dra Nise.

Foi triste e comovente! 

Digo mais, serve para que confrontemos nossas atitudes diante da vida, diante dos seres vivos humanos ou não. Para que revejamos valores, conjecturando sobre “para onde estamos caminhando”

Finalizo com a frase de um dos pacientes-clientes, o Carlinhos:

“O lixo não é lixo. O homem determina o que é lixo”

nise capa do filme

Nise – O Coração da Loucura – 2015 ‧ Drama/Filme biográfico ‧ 1h 49m
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Cinearte – Cinema Brasileiro: Nise, o coração da loucura [parte dois/dois]

Continuando a falar sobre minha maravilhosa experiência… LEIA A PARTE UM AQUI

 

Pelo trailer eu esperava uma certa carga emocional. Eu nem preciso dizer que o assunto drama sempre me atraiu né? Quem lê meus textos nota sempre isso, a carga emocional 🙂

É incrível a vitalidade dessa mulher em expressar suas ideias sem usar as mesmas “armas” que lhe são apontadas!

Mais incrível ainda, sua sensibilidade e empatia para com as mazelas e debilidades alheias. Estudo, perseverança e muito amor ao próximo, são expressões marcantes na trajetória médica dessa mulher que não mediu esforços para provar que “não se pode olhar somente a superfície”.

Um tema atual, e que vale à pena ser lido, assistido e debatido.

Não quero falar de dados técnicos do filme, porque não tenho parâmetros para isso e nem é meu foco aqui. O foco é apenas chamar atenção dos leitores e seguidores à toda arte que garimpo por aí , afim de que também lhes sirva de incentivo à reflexão e ao rompimento de barreiras existenciais. (pode ser pretensão, mas …)

 

spoiler-alert

 

A cena em que chorei está perto do final do filme.

Cenas antes a dra Nise recebe um recado do diretor do hospital, sobre sua terapia com cães estar “incomodando” os outros pacientes e funcionários do hospital, alegando que os animais defecam e urinam, trazem doenças e etc… Ela explica que eles fazem parte do tratamento dos clientes e que tirá-los dos mesmo causaria um grande abalo. O diretor demonstra pouco se importar com a opinião dela. A cena termina aí. O filme transcorre mais algumas cenas e quando se vê que os clientes estão mostrando um avanço em relação ao início desse novo tratamento, a única mulher do grupo,  Adelina, ao acordar vai para o pátio e se depara com uma cena terrível, em choque ela começa a gritar:

“Mataram todos! Mataram todos!”

Clientes, enfermeiros e auxiliares correm para o local sem saber ao certo o que há, e aquele desespero todo, as pessoas alvoraçando-se, o choque e o horror estampado nos rostos… :/ e o declínio de meses de trabalho :/  o retrocesso, tudo por causa de motivos mesquinhos e egoístas: mataram os cães! Certamente envenenados, estavam todos caídos!

Não sei o que me comoveu mais, a morte dos bichinhos ou saber que aquilo traria consequências desastrosas no tratamento, culminando num retrocesso imenso na qualidade de vida das pessoas assistidas pela dra Nise.

Foi triste e comovente! 

Digo mais, serve para que confrontemos nossas atitudes diante da vida, diante dos seres vivos humanos ou não. Para que revejamos valores, conjecturando sobre “para onde estamos caminhando”

Finalizo com a frase de um dos pacientes-clientes, o Carlinhos:

“O lixo não é lixo. O homem determina o que é lixo”

nise capa do filme

Nise – O Coração da Loucura – 2015 ‧ Drama/Filme biográfico ‧ 1h 49m
Publicado em Filme, Poesia

Cinearte – Cinema Brasileiro: Nise, o coração da loucura [parte um/dois]

Hoje foi o dia em que resolvi assistir à um filme por indicação de um amigo. Uma atividade que faço pouco (assistir ao que quer que seja). Procurei na internet uma forma de assistir online, todavia, a sorte estava longe desse caminho.

Outro grande amigo e irmão que amo muito, Gláucio, que carinhosamente chamo de Galú, veio à minha mente como uma daquelas lâmpadas imaginárias, trazendo uma solução: Netflix!

Okay! Por que eu não pensei nisso antes? Não faço a mínima ideia! Talvez o fato de não ter o hábito televisivo, quem sabe.

Por fim, embrenhei-me no tal site afim de assistir ao filme, que aliás, não mencionei o título: V de Vingança. Que pena, não estava disponível. Uma aparente chateação tomava conta de mim, e foi então que uma outra lâmpada imaginária acendeu-se: vou assistir aquele filme nacional que tanto almejei ver em uma das salas de cinema da cidade, mas parece que “o que é nosso” não tem tanto mérito para receber semanas de exibição! Lamentável!

Voltando…

Encontrei o filme Nise – O coração da Loucura, um drama nacional  protagonizado pela talentosa Glória Pires no papel de Nise da Silveira, uma psiquiatra dos anos 50, muito à frente de seu tempo, que fazia oposição ao tratamento de esquizofrenia pelos métodos convencionais de eletrochoque e que via na arte, uma maneira mais humanizada de tratar doentes esquizofrênicos, ou como ela costumava chamar  “os clientes”. Justamente por essa visão humanizada, Nise é isolada do corpo clínico do hospital onde trabalha e então, assume o setor de terapia ocupacional, onde inicia uma nova forma de lidar com os pacientes (clientes), pelo amor e a arte.

nise capa do filme

Nise – O Coração da Loucura – 2015 ‧ Drama/Filme biográfico ‧ 1h 49m
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Sempre Outras por Dulphe Barbosa

 

Adoro músicas velhas, outros timbres.

Amo inventar palavras, outras pronúncias.

Remeto-me às possibilidades, outras dificuldades.

Admiro roupas novas, outros trapos.

Adrenalizo com velocidade, outras lentidões.

Duvido sempre de minhas certezas, outras opções.

Amo sempre minhas paixões, outros carmas.

Idolatro sempre meus Deuses, outras heresias.

Venero sempre meus amigos, outros desconhecidos.

Adoeço sempre meus, outros prazeres…

 

 

Dulphe Barbosa

É poeta da vida que carrega a poesia na alma e no sangue. Um ser humano na singeleza da palavra e que passou a morar aqui dentro  do meu coração de poeta ❤


 

Publicado em Poesia, Resenha

Opinando| O Assinalado – A trágica vida de Cruz e Sousa | Ivana Versiani | Coletivo Editorial – Selo Dubolsinho

Olá! Pessoas!

Lua e o Asssinalado

 

 

Tudo bem com vocês?! Espero que estejam preparados!

 

 

 

A indicação literária de hoje, é  de um livro lindo (lindo mesmo!) que veio em parceria com a Coletivo Editorial!

Vamos conferir? Venham comigo!

Continuar lendo “Opinando| O Assinalado – A trágica vida de Cruz e Sousa | Ivana Versiani | Coletivo Editorial – Selo Dubolsinho”

Publicado em Divulgação, Entrevista, Mural, Poesia

DiNa|| L.F. SANTOS – INTIMIDADES INTENSAS –

Intimidades Intensas

Intensidades – Qual o limite da Loucura?

O livro Intimidades Intensas traz poesias sensuais que tocam o corpo e alma com seus versos, fazendo o leitor sentir a infinitude do amor que não cabe nos padrões que a sociedade impõe.  

adorno

foto-perfil

Nasceu no dia 28 de abril do ano 1984 na cidade de Cruzeiro-SP.

Autor do romance “O Amor vale a Pena” Editora Allprint.

Autor dos livros de poesia “A poesia tem seu nome” e “A poesia tem seu nome – Para não parar de perfumar” Editora Garcia Edizioni.

Membro correspondente da Academia Lorenense de Letras e Artes – Allarte . Membro da Sociedade Brasileira dos Poetas Aldravianistas.

Formado em Filosofia (Licenciatura) pelo Centro Universitário Claretiano na cidade de São José dos Campos – SP.

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1.Do que trata o seu Livro? Como foi escrevê-lo e qual o o público que se destina sua obra?

O livro Intimidades Intensas traz poesias sensuais que tocam o corpo e alma com seus versos, fazendo o leitor sentir a infinitude do amor que não cabe nos padrões que a sociedade impõe. Foi prazeroso escrevê-lo, pois, a cada poesia sentia plenamente o toque de cada palavra. O livro é destinado ao público adulto.

2.Fale de seus projetos, se é seu primeiro livro, se tem outros ou se pretende escrever outros…

Meu projeto e divulgar para o maior número possível. Tenho 7 livros publicados, sendo 3 romances e 4 de poesias.

3.O que você acha da profissão de escritor num país com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?

É de suma importância para o desenvolvimento da cultura e da própria manutenção do idioma. Temos que tornar o livro acessível às crianças, fazer os adolescentes se encontrarem com as histórias, e fazer com que os adultos possam ver a importância da leitura e dos livros na sociedade.

4.Como conheceu o Blog Caderno da Lua?

Através do facebook.

 

5.Por que seu livro deve ser lido? Alguma mensagem especial para seus leitores?

Deve ser lido primeiramente por se tratar de um livro. Depois, por trazer nas páginas a preocupação com os detalhes, com aquilo que o leitor vai sentir ao lê-lo e principalmente por se tratar de levar àquele que lê a ler as páginas da própria vida.

 

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RESILIÊNCIA por L.F. Santos.

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Resiliência

Dói ouvir o grito,

Dói o desprezo,

Machuca o sofrimento.

Sinto,

Resisto,

Sei que consigo,

A resiliência está comigo.

Aprendi a reflexão,

A não ter medo de lutar,

Sei que tudo se define

Quando em mim resiste a arte de amar.

 

L. F. Santos, poeta e escritor

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Publicado em desafio, l.andrade, minha poética, Poesia

Dia da Mulher

A querida Dilce Nery , adorável poetisa , a quem tive a grata satisfação de conhecer pessoalmente em um dos saraus da ASLe (Academia Saltense de Letras0) em que participei, desafiou-me a produzir uma poesia com o tema mulher.

Bem, nunca enveredei-me no tema, vamos o ver o que  a prosa poética que pulsa aqui nestas veias dedilharão sobre o teclado!

Continuar lendo “Dia da Mulher”

Publicado em Divulgação, Poesia

DiNa || L.F SANTOS- A POESIA TEM SEU NOME

Olá, Tudo bem! 😀

Hoje vim apresentar um escritor querido que conheci virtualmente através das redes sociais: L.F. Santos!!

Um poeta que sabe usar as palavras para encantar, dono de um carisma contagiante e escritor atencioso com seus leitores 🙂

Vamos conhecer mais desse universo poético ?

Continuar lendo “DiNa || L.F SANTOS- A POESIA TEM SEU NOME”