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Prêmio Jabuti, em sua 60ª edição, anuncia mudanças voltadas ao leitor e ao mercado

 

Novidades incluem aumento no valor do livro do ano para R$ 100 mil
e uma nova categoria dedicada às ações de incentivo à leitura.

O Prêmio Jabuti comemora 60 anos em 2018. A maior premiação literária do Brasil está com as inscrições abertas para todas as categorias a partir desta terça-feira, 15 de maio. Os candidatos têm até 28 de junho para realizar as inscrições.

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[NOTÍCIA] DESAFIANDO TABUS, ESCRITOR DE ITAQUAQUECETUBA PRODUZ LIVRO-REPORTAGEM SOBRE PROSTITUIÇÃO

Desafiando tabus, escritor de Itaquaquecetuba produz livro-reportagem sobre prostituição
A grande caça às borboletas - Versão 2.png“A grande caça às borboletas” é a terceira obra de Ramon de Souza, que representou o município na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
São Paulo, 12 de setembro de 2016 — O escritor e jornalista Ramon de Souza, que reside na cidade de Itaquaquecetuba, começou a divulgar na internet os primeiros capítulos de “A grande caça às borboletas”, livro-reportagem no estilo gonzo que fala sobre prostituição e o uso do sexo como uma prática comercial. Aos 22 anos, o autor já participou de seis antologias literárias e possui dois livros publicados pela Editora Multifoco: “Rato Urbano” (2014) e “Meus preciosos contos tristes” (lançamento previsto para o fim de 2016).
Sendo um dos poucos moradores de Itaquaquecetuba a lutar pelo progresso da cena literária local, Ramon representou o município durante a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, um dos maiores eventos do ramo do Brasil. Na ocasião, o jovem distribuiu autógrafos e participou do lançamento das antologias “Ponto G — Vol. 2”, que reúne contos eróticos, e “Solarium — Vol. 4”, que agrupa histórias curtas de ficção científica.
Apegado à visão de um mercado editorial colaborativo, Ramon decidiu utilizar a plataforma virtual Wattpad para divulgar aos seus leitores os primeiros capítulos de “A grande caça às borboletas”. Recomendado para maiores de 18 anos, o livro vai além da clássica visão distanciada sobre prostituição e apresenta entrevistas com garotas de programa, gerentes de prostíbulos e administradores de cinemas pornô, além de apresentar, de uma forma descontraída, as experiências sexuais do próprio escritor no mundo do sexo pago.
“A grande caça às borboletas” demorou um ano para ser produzido e a obra está em seus estágios finais, quase pronta para ser lançada como livro físico e digital. “Meu objetivo é mostrar o lado da prostituição que a mídia tradicional não costuma ter coragem de chegar perto, justamente porque o jornalismo brasileiro ainda está muito preso no modelo não-aprofundado de fazer notícia”, explica o escritor. O projeto pode ser conferido gratuitamente no Wattpad através deste link.
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Ramon de Souza / Jornalista e escritor

Lua Andrade

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EXPLICANDO… tag 1

Algumas pessoas me perguntam o porquê de desse blog se chamar Minha Prosa Poética… Então vamos lá … rsrs

Comecemos definindo alguns termos 🙂

Prosa 

Prosa é o nome que se dá à forma de um texto escrito em parágrafos. O termo deriva do latim prosa, que significa discurso direto, livre, em linha reta.[1] Trata-se da expressão do “não eu”[2] (ou do objeto[3]), por meio de metáforas univalentes.[4] Em um texto em prosa, as metáforas são exploradas com parcimônia, visando criar uma imagem objetiva e concreta da realidade, o que o diferencia do texto poético.[4] Porém, a linguagem da prosa não é pura denotação.[4] Quando a obra chega ao seu epílogo, e termina a narrativa, a conotação se manifesta fortemente.[3] Portanto, a prosa faz uso da linguagem denotativa conotativa, ao contrário da linguagem poética, que é predominantemente conotativa.[3]

Prosa” pode designar uma forma (um texto escrito sem divisões rítmicas intencionais — alheias à sintaxe, e sem grandes preocupações com ritmo, métrica, rimas, aliterações e outros elementos sonoros), e pode designar também um tipo de conteúdo (um texto cuja função linguística predominante não é a poética, como por exemplo, um livro técnico, um romance, uma lei, etc…). Na acepção relativa à forma, “prosa” contrapõe-se a “verso“; na acepção relativa ao conteúdo, “prosa” contrapõe-se a “poesia“.

 

Poesia

A poesia, ou texto lírico, é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos ou críticos, ou seja, ela retrata algo em que tudo pode acontecer dependendo da imaginação do autor como a do leitor. “Poesia, segundo o modo de falar comum, quer dizer duas coisas. A arte, que a ensina, e a obra feita com a arte; a arte é a poesia, a obra poema, o poeta o artífice.”[1] O sentido da mensagem poética também pode ser, ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético. A poesia compreende aspectos metafísicos e a possibilidade desses elementos transcenderem ao mundo fático. Esse é o terreno que compete verdadeiramente ao poeta.[2]

Num contexto mais alargado, a poesia aparece também identificada com a própria arte, o que tem razão de ser já que qualquer arte é, também, uma forma de linguagem (ainda que, não necessariamente, verbal). É a arte de poetizar que nos permite exprimir aquilo que está dentro de nós. Também pode ser encarado, como o modo de uma pessoa se expressar usando recursos linguísticos e estéticos.

 

A prosa poética é prosa que quebra algumas das regras normais

da mesma para atingir uma imagem mais formal e sofisticada ou uma maior transição emocionalmente tensa.

Como forma poética específica, a prosa poética originou-se no século XIX na França. A prosa francesa era atingida por leis tão restritas que quebrando-as era possível criar novas leis que poderiam ser vistas como poesia em prosa. Assim, o poesia em prosa é considerada por muitos críticos como uma primeira quebra de leis, vontade de expressão. A poesia moderna, aconteceu quando poetas se revoltam contra a obrigatoriedade de um código de escrita, o verso, para chegar-se a definição de poesia, propondo o que foi considerado por muitos uma fusão entre gêneros, ou um novo gênero.[1]

Poetas como Charles Baudelaire, Arthur Rimbaud e Stephane Mallarmé são considerados alguns dos fundadores desta forma de poesia. Porém, o século XVIII já havia produzido outros poemas em prosa, que exploravam o ritmo musical e harmonioso das frases e parágrafos. Quando Baudelaire escreve sem nenhum ritmo um texto e o intitula de poema, coloca em questão a própria definição de poesia.[1]


Se vocês gostarem eu continuo a falar sobre o tema 🙂