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Cinearte Brasil – Jonas, um filme de Lô Politi

 

Ver a imagem de origemA resenha de hoje é sobre um filme brasileiro que assisti online pela Netflix 🙂

Jonas, conta a história do personagem de mesmo nome e Branca, a garota da classe média, filha dos patrões de sua mãe Janice.

Jonas, um garoto de classe baixa, morando num dos bairros da periferia de SP, não estuda, vive de fazer entrega de entorpecentes para um traficante local e outros bicos aleatórios.

Branca a garota de classe média, descolada, usuária de entorpecente, tem um namorado de mesma classe social, também usuário e aparentemente, reaparece no bairro onde mora, voltando de viagem, interessada em manter relações com o chefe do tráfico local, Dandão.

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Publicado em Filme, Poesia

Cinearte – Cinema Brasileiro: Nise, o coração da loucura [parte dois/dois]

Continuando a falar sobre minha maravilhosa experiência… LEIA A PARTE UM AQUI

 

Pelo trailer eu esperava uma certa carga emocional. Eu nem preciso dizer que o assunto drama sempre me atraiu né? Quem lê meus textos nota sempre isso, a carga emocional 🙂

É incrível a vitalidade dessa mulher em expressar suas ideias sem usar as mesmas “armas” que lhe são apontadas!

Mais incrível ainda, sua sensibilidade e empatia para com as mazelas e debilidades alheias. Estudo, perseverança e muito amor ao próximo, são expressões marcantes na trajetória médica dessa mulher que não mediu esforços para provar que “não se pode olhar somente a superfície”.

Um tema atual, e que vale à pena ser lido, assistido e debatido.

Não quero falar de dados técnicos do filme, porque não tenho parâmetros para isso e nem é meu foco aqui. O foco é apenas chamar atenção dos leitores e seguidores à toda arte que garimpo por aí , afim de que também lhes sirva de incentivo à reflexão e ao rompimento de barreiras existenciais. (pode ser pretensão, mas …)

 

spoiler-alert

 

A cena em que chorei está perto do final do filme.

Cenas antes a dra Nise recebe um recado do diretor do hospital, sobre sua terapia com cães estar “incomodando” os outros pacientes e funcionários do hospital, alegando que os animais defecam e urinam, trazem doenças e etc… Ela explica que eles fazem parte do tratamento dos clientes e que tirá-los dos mesmo causaria um grande abalo. O diretor demonstra pouco se importar com a opinião dela. A cena termina aí. O filme transcorre mais algumas cenas e quando se vê que os clientes estão mostrando um avanço em relação ao início desse novo tratamento, a única mulher do grupo,  Adelina, ao acordar vai para o pátio e se depara com uma cena terrível, em choque ela começa a gritar:

“Mataram todos! Mataram todos!”

Clientes, enfermeiros e auxiliares correm para o local sem saber ao certo o que há, e aquele desespero todo, as pessoas alvoraçando-se, o choque e o horror estampado nos rostos… :/ e o declínio de meses de trabalho :/  o retrocesso, tudo por causa de motivos mesquinhos e egoístas: mataram os cães! Certamente envenenados, estavam todos caídos!

Não sei o que me comoveu mais, a morte dos bichinhos ou saber que aquilo traria consequências desastrosas no tratamento, culminando num retrocesso imenso na qualidade de vida das pessoas assistidas pela dra Nise.

Foi triste e comovente! 

Digo mais, serve para que confrontemos nossas atitudes diante da vida, diante dos seres vivos humanos ou não. Para que revejamos valores, conjecturando sobre “para onde estamos caminhando”

Finalizo com a frase de um dos pacientes-clientes, o Carlinhos:

“O lixo não é lixo. O homem determina o que é lixo”

nise capa do filme

Nise – O Coração da Loucura – 2015 ‧ Drama/Filme biográfico ‧ 1h 49m
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Cinearte – Cinema Brasileiro: Nise, o coração da loucura [parte dois/dois]

Continuando a falar sobre minha maravilhosa experiência… LEIA A PARTE UM AQUI

 

Pelo trailer eu esperava uma certa carga emocional. Eu nem preciso dizer que o assunto drama sempre me atraiu né? Quem lê meus textos nota sempre isso, a carga emocional 🙂

É incrível a vitalidade dessa mulher em expressar suas ideias sem usar as mesmas “armas” que lhe são apontadas!

Mais incrível ainda, sua sensibilidade e empatia para com as mazelas e debilidades alheias. Estudo, perseverança e muito amor ao próximo, são expressões marcantes na trajetória médica dessa mulher que não mediu esforços para provar que “não se pode olhar somente a superfície”.

Um tema atual, e que vale à pena ser lido, assistido e debatido.

Não quero falar de dados técnicos do filme, porque não tenho parâmetros para isso e nem é meu foco aqui. O foco é apenas chamar atenção dos leitores e seguidores à toda arte que garimpo por aí , afim de que também lhes sirva de incentivo à reflexão e ao rompimento de barreiras existenciais. (pode ser pretensão, mas …)

 

spoiler-alert

 

A cena em que chorei está perto do final do filme.

Cenas antes a dra Nise recebe um recado do diretor do hospital, sobre sua terapia com cães estar “incomodando” os outros pacientes e funcionários do hospital, alegando que os animais defecam e urinam, trazem doenças e etc… Ela explica que eles fazem parte do tratamento dos clientes e que tirá-los dos mesmo causaria um grande abalo. O diretor demonstra pouco se importar com a opinião dela. A cena termina aí. O filme transcorre mais algumas cenas e quando se vê que os clientes estão mostrando um avanço em relação ao início desse novo tratamento, a única mulher do grupo,  Adelina, ao acordar vai para o pátio e se depara com uma cena terrível, em choque ela começa a gritar:

“Mataram todos! Mataram todos!”

Clientes, enfermeiros e auxiliares correm para o local sem saber ao certo o que há, e aquele desespero todo, as pessoas alvoraçando-se, o choque e o horror estampado nos rostos… :/ e o declínio de meses de trabalho :/  o retrocesso, tudo por causa de motivos mesquinhos e egoístas: mataram os cães! Certamente envenenados, estavam todos caídos!

Não sei o que me comoveu mais, a morte dos bichinhos ou saber que aquilo traria consequências desastrosas no tratamento, culminando num retrocesso imenso na qualidade de vida das pessoas assistidas pela dra Nise.

Foi triste e comovente! 

Digo mais, serve para que confrontemos nossas atitudes diante da vida, diante dos seres vivos humanos ou não. Para que revejamos valores, conjecturando sobre “para onde estamos caminhando”

Finalizo com a frase de um dos pacientes-clientes, o Carlinhos:

“O lixo não é lixo. O homem determina o que é lixo”

nise capa do filme

Nise – O Coração da Loucura – 2015 ‧ Drama/Filme biográfico ‧ 1h 49m
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Cinearte – Cinema Brasileiro: Nise, o coração da loucura [parte um/dois]

Hoje foi o dia em que resolvi assistir à um filme por indicação de um amigo. Uma atividade que faço pouco (assistir ao que quer que seja). Procurei na internet uma forma de assistir online, todavia, a sorte estava longe desse caminho.

Outro grande amigo e irmão que amo muito, Gláucio, que carinhosamente chamo de Galú, veio à minha mente como uma daquelas lâmpadas imaginárias, trazendo uma solução: Netflix!

Okay! Por que eu não pensei nisso antes? Não faço a mínima ideia! Talvez o fato de não ter o hábito televisivo, quem sabe.

Por fim, embrenhei-me no tal site afim de assistir ao filme, que aliás, não mencionei o título: V de Vingança. Que pena, não estava disponível. Uma aparente chateação tomava conta de mim, e foi então que uma outra lâmpada imaginária acendeu-se: vou assistir aquele filme nacional que tanto almejei ver em uma das salas de cinema da cidade, mas parece que “o que é nosso” não tem tanto mérito para receber semanas de exibição! Lamentável!

Voltando…

Encontrei o filme Nise – O coração da Loucura, um drama nacional  protagonizado pela talentosa Glória Pires no papel de Nise da Silveira, uma psiquiatra dos anos 50, muito à frente de seu tempo, que fazia oposição ao tratamento de esquizofrenia pelos métodos convencionais de eletrochoque e que via na arte, uma maneira mais humanizada de tratar doentes esquizofrênicos, ou como ela costumava chamar  “os clientes”. Justamente por essa visão humanizada, Nise é isolada do corpo clínico do hospital onde trabalha e então, assume o setor de terapia ocupacional, onde inicia uma nova forma de lidar com os pacientes (clientes), pelo amor e a arte.

nise capa do filme

Nise – O Coração da Loucura – 2015 ‧ Drama/Filme biográfico ‧ 1h 49m