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Amigos na Poesia | Dulphe Barbosa #3

Sem bater

Entre eu querer e você deixar

Entre você se arriscar e eu recuar

Entre eu ir e você voltar

Entre você pedir e eu permitir

Entre tantas e tantos
Entre você e eu

Entre amar e  desejar

Entre,

Entre e vá em frente
Entre quantas e quantos

Entre amor e sexo

Entre seduzir e sucumbir

Entre, entre e aprofunde-se
Entre eu e você

Entre quatro paredes surdas

Entre votos, promessas e esperanças

Entre, entre e surte, me enlouqueça
Entre emoção e razão

Entre o que é e o que queremos que seja

Entre o que combinamos, ou suspeitamos ser

Entre, entre e só saia quando não tivermos mais saída.

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Amigos na poesia | Dulphe Barbosa #2

É refresco
Por vezes…

Só precisamos sair de nós mesmos, e não é andar com os sapatos dos outros, emprestar os olhos pra pimenta ou se colocar no lugar do outro.

Sou mais gordo, mais desajustado, sem noção e até mesmo insensível.

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Sempre Outras por Dulphe Barbosa

 

Adoro músicas velhas, outros timbres.

Amo inventar palavras, outras pronúncias.

Remeto-me às possibilidades, outras dificuldades.

Admiro roupas novas, outros trapos.

Adrenalizo com velocidade, outras lentidões.

Duvido sempre de minhas certezas, outras opções.

Amo sempre minhas paixões, outros carmas.

Idolatro sempre meus Deuses, outras heresias.

Venero sempre meus amigos, outros desconhecidos.

Adoeço sempre meus, outros prazeres…

 

 

Dulphe Barbosa

É poeta da vida que carrega a poesia na alma e no sangue. Um ser humano na singeleza da palavra e que passou a morar aqui dentro  do meu coração de poeta ❤


 

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Quando a Paixão Adoece

“A paixão é um sentimento tão forte quanto o amor.

Uma das melhores sensações da vida, se não até, a melhor delas.
Uma pessoa apaixonada deixa o juízo tirar férias em qualquer mês do ano.  Sem prévio aviso.

A paixão tem gosto forte, provocador. Uma caça esperando seu predador.

Torna os movimentos impulsivos, os pensamentos desesperados.

Não é gentil. Nunca!

A paixão manda, provoca, digladia impetuosa com a razão e sai vitoriosa. Sempre!
A paixão é um porre no buteco de bebida barata, ressaca premeditada. E o amor é o descansar sereno de um vinho caro na adega para uma celebração especial.
Um casal apaixonado quer despir-se em qualquer lugar. Volúpia incontrolável.

Não há tempo para encontrar uma cama, um quarto.  Não deixa para depois.

Ela atiça, envolve. Prende os pés. O corpo.  Aprisiona a alma.
A paixão não faz amor. Realiza a sofreguidão sem nenhuma moralidade.

Quem dera todas as manhãs fossem paixão…

O trabalho se tornaria menos árduo.

A loucura irracional encurta as horas.

O dia se dispersa rápido na espera do anoitecer para correr aos braços da cara metade. A alma gêmea.
Mas a paixão é efêmera…

E suas algemas são ilusórias.

E a paixão enfraquecida liberta a alma.
Quando a paixão adoece, fragilizada pela rotina, desacelera o tempo, as férias do juízo acabam e nos traz de volta para casa, com a mochila vazia.
E aquela volúpia incontrolável leva o casal, agora sóbrio de realidade, para um quarto.

Os olhares amenos e o silêncio na calmaria do momento, adormecem seus corações no abraço um do outro.

Não há remédio para a doença do “desapaixonar”. Não há cura!
E uma dose a mais de ilusão entorpece a razão enfurecida, na ausência de desejo.

Sufocada pelo aperto do pudor, morre bêbada na saudade de outrem.

Ou a paixão vira amor perpetuando-se na vida à dois, ou dali adiante será apenas mais um aceno de Bom dia.”

Ângella Ventura

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RESILIÊNCIA por L.F. Santos.

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Resiliência

Dói ouvir o grito,

Dói o desprezo,

Machuca o sofrimento.

Sinto,

Resisto,

Sei que consigo,

A resiliência está comigo.

Aprendi a reflexão,

A não ter medo de lutar,

Sei que tudo se define

Quando em mim resiste a arte de amar.

 

L. F. Santos, poeta e escritor

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AMIGOS NA POESIA || Ricardo de Jesus

Estive alguns dias fora deste espaço porque estava me dedicando aos estudos e ao meu primeiro blog oficial CADERNO DA LUA (http://cadernodalua.com ) .Voltei hoje para trazer poesia para nossos corações !!

E esta é de um amigo querido, que também divulgo no Caderno da Lua: Ricardo de Jesus !

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Mineiro de Sete Lagoas, casado, pai de um filho, mora em Paraopeba/MG. Escreve desde os 14 anos de idade e é colaborador do jornal digital, “A Folha de Paraopeba” com crônicas mensais e da série ‘O tema e o poema’ no Jornal de Paraopeba. Poeta com quatro títulos publicados, também escreve ficção, gênero preferido de leitura.
Com contrato recentemente assinado com a Editora Arwen, Célula 2 é o primeiro livro de ficção publicado. A história deve ser contada em uma trilogia. FRAGMENTOS, o segundo livro já está a venda no site da editora..
Mantém um blog para contato direto com seus leitores, onde também divulga seus textos e livros, além de publicar também no site “Recanto das Letras”.
Recentemente criada, a fanpage no facebook (https://www.facebook.com/ricardodejesusautor/) tem atraído seguidores diariamente em busca de novidades, textos e versos…Gêneros Ficção,Poemas, poesias | Nascimento: 04/06/1978 | Local: Brasil – Minas Gerais – Sete Lagoas
                                     http://www.arwenbooks.com.br/celula-2-pre-venda
O texto a seguir é extraído do livro Meu Jeito de Contar a Vida , publicado em 2015 pelo Clube dos Autores.

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Desenvolva Laços e amizade com poetas e eles eternizarão seu nome em um acróstico

#LFSantos #APoesiaTemSeuNome

A imagem pode conter: texto

ACRÓSTICO por L.F.Santos

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[AMIGOS NA POESIA] ANDRADE JORGE || HOMENAGEM À FILHA CAÇULA

 

 

MARIANE
Por Andrade Jorge

COMO TU ÉS?
A GOTINHA DO ORVALHO,
REPOUSANDO MANHOSA NA RELVA,
RAIO DE LUZ
DO AMANHECER,
ESTRELA CINTILANTE,
PIRILAMPO QUE RELUZ,
MEL, GOSTO E SABOR,
NÉCTAR DA FLOR,
PEDRA PRECIOSA
A ESPERA DO TOQUE DIVINO
DA MÃO DO CRIADOR,
MENINA MOÇA TRIGUEIRA,
NO SORRISO, ALEGRIA INFINDA,
NA FACE, A TERNURA,
NO OLHAR, O ENCANTO
DA PRÓPRIA POESIA,
NO CORAÇÃO,
A FÉ E O AMOR,
QUE TUA ALMA IRRADIA,
MEU PRESENTE, MEU FUTURO,
TESOURO QUE ME FOI CONCEDIDO,
NÃO! NÃO É PRATA, NEM OURO,
MAS A FORÇA VIVA,
QUE NOS REANIMA,
LIBÉLULA QUERIDA,
VOE LIVRE POR ESTE MUNDO,
SEJA FORTE, CONVICTA,
RESOLUTA
NA LIÇÃO DA VERDADE,
REFUGIE-SE EM TUA CRENÇA,
CONQUISTE A FELICIDADE
TÃO SONHADA,
SIGA TEU CAMINHO EM PAZ,
E LEMBRE-SE QUE TU ÉS
E SEMPRE SERÁ
MINHA FILHA AMADA!

dedicado à
Mariane Martins Andrade
minha filha

 

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ESPERO – ANDRADE JORGE

 

 

ESPERO
Por: Andrade Jorge

Pingo pingado, perdido
no oceano das intenções áridas,
verso não lido,
joguete lançado
entre vagas, vagalhões,
ondas que quebram a crença,
vida que pesa, sonho que vai,
esperança se esvai
na amargura que sinto;
Gota d’água salgada que desliza
do rio dos meus olhos
e se perdem no mar da ingratidão;
Luzes da ribalta que se apagam,
estrela sem brilho
num universo emudecido,
tristeza que consome
as palmas que já não soam;
Voz sem som,
trôpego passo,
rua sem chão,
sentado na praça da ilusão
não desespero,
só espero…


Lua Andrade