Publicado em Minha Prosa Poética

Eu não vim falar sobre o natal…

Faço parte de um grupo de escritores. Escritores de cartas!  Sim, trocamos cartas! Sim, dessas feitas de papel, escritas com caneta!

É tão prazeroso trocar cartas! Acredite, em tempos digitais, manuscrever cartas é algo muito interessante. Mas, não é sobre o ato em si que quero explanar.

Eu vim relatar o quanto as decepções nos afetam ao ponto de nos fazer deixar de lado (mesmo que inconscientemente) hábitos tão prazeroso como escrever para um amigo, caminhar no parque, ler um bom livro, tomar um sorvete ou assistir à um bom filme em casa sob as cobertas ou com amigos jogados no chão da sala.

Uns dias ruins me deixaram tão travada que não conseguia responder meus amigos, não conseguia ler nem tinha muito ânimo. Era como se meus olhos fossem revestidos de um cinza e tudo o que eu olhava era cinza. Eu não queria que fosse assim. Gosto de tudo colorido, vibrante, feliz!

Como disse um sábio poeta, Andrade Jorge, meu pai: “os dias difíceis e tristes são necessários para que saibamos valorizar e diferenciar os dias coloridos e felizes”. Foi algo mais ou menos assim.

Todavia, quem é que quer cinza quando se pode escolher qualquer outra cor feliz? (Pra mim , cinza não tem nada de feliz!) Quem é que quer tristeza quando se pode ter alegria? (Eu prefiro sorrir. Porém, às vezes é necessário chorar, porque chorar liberta). Continuando… 

Ontem, dediquei um tempo respondendo cartas e me fez um bem enorme, mesmo relatando alguns pontos cinzas do meu ano  e que resultaram em um sumiço… Passei algumas poucas horas prazerosas escrevendo e lendo cartas. 

E então, eu refleti sobre o quanto minhas defesa estão baixas.

Depois desse período, decidi reerguer os muros de proteção e reconstruir minhas pontes com o exterior, afinal, a ideia é proteger e não isolar!
Terminei o dia bem, ainda que uma sombra cinza tentasse uma ou outra vez, me fazer atentar para algumas imperfeições das minhas duas construções. 

Eu até atentei, porém dois potes de sorvete me chamaram mais a atenção!

Sorri, enfim.

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Autor:

Poetisa da vida, Leitora por vontade, Ferroviária por destino, Rabiscadora de Cadernos, Apaixonada por Livros, pelos amigos, pela vida e filosóficamente dramática :) - Jundiaí - SP - Brasil ! #APOIOAUTORESNACIONAIS

3 comentários em “Eu não vim falar sobre o natal…

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