Publicado em Filme, Poesia

Cinearte – Cinema Brasileiro: Nise, o coração da loucura [parte dois/dois]

Continuando a falar sobre minha maravilhosa experiência… LEIA A PARTE UM AQUI

 

Pelo trailer eu esperava uma certa carga emocional. Eu nem preciso dizer que o assunto drama sempre me atraiu né? Quem lê meus textos nota sempre isso, a carga emocional 🙂

É incrível a vitalidade dessa mulher em expressar suas ideias sem usar as mesmas “armas” que lhe são apontadas!

Mais incrível ainda, sua sensibilidade e empatia para com as mazelas e debilidades alheias. Estudo, perseverança e muito amor ao próximo, são expressões marcantes na trajetória médica dessa mulher que não mediu esforços para provar que “não se pode olhar somente a superfície”.

Um tema atual, e que vale à pena ser lido, assistido e debatido.

Não quero falar de dados técnicos do filme, porque não tenho parâmetros para isso e nem é meu foco aqui. O foco é apenas chamar atenção dos leitores e seguidores à toda arte que garimpo por aí , afim de que também lhes sirva de incentivo à reflexão e ao rompimento de barreiras existenciais. (pode ser pretensão, mas …)

 

spoiler-alert

 

A cena em que chorei está perto do final do filme.

Cenas antes a dra Nise recebe um recado do diretor do hospital, sobre sua terapia com cães estar “incomodando” os outros pacientes e funcionários do hospital, alegando que os animais defecam e urinam, trazem doenças e etc… Ela explica que eles fazem parte do tratamento dos clientes e que tirá-los dos mesmo causaria um grande abalo. O diretor demonstra pouco se importar com a opinião dela. A cena termina aí. O filme transcorre mais algumas cenas e quando se vê que os clientes estão mostrando um avanço em relação ao início desse novo tratamento, a única mulher do grupo,  Adelina, ao acordar vai para o pátio e se depara com uma cena terrível, em choque ela começa a gritar:

“Mataram todos! Mataram todos!”

Clientes, enfermeiros e auxiliares correm para o local sem saber ao certo o que há, e aquele desespero todo, as pessoas alvoraçando-se, o choque e o horror estampado nos rostos… :/ e o declínio de meses de trabalho :/  o retrocesso, tudo por causa de motivos mesquinhos e egoístas: mataram os cães! Certamente envenenados, estavam todos caídos!

Não sei o que me comoveu mais, a morte dos bichinhos ou saber que aquilo traria consequências desastrosas no tratamento, culminando num retrocesso imenso na qualidade de vida das pessoas assistidas pela dra Nise.

Foi triste e comovente! 

Digo mais, serve para que confrontemos nossas atitudes diante da vida, diante dos seres vivos humanos ou não. Para que revejamos valores, conjecturando sobre “para onde estamos caminhando”

Finalizo com a frase de um dos pacientes-clientes, o Carlinhos:

“O lixo não é lixo. O homem determina o que é lixo”

nise capa do filme

Nise – O Coração da Loucura – 2015 ‧ Drama/Filme biográfico ‧ 1h 49m
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Autor:

Poetisa da vida, Leitora por vontade, Ferroviária por destino, Rabiscadora de Cadernos, Apaixonada por Livros, pelos amigos, pela vida e filosóficamente dramática :) - Jundiaí - SP - Brasil ! #APOIOAUTORESNACIONAIS

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