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SEMANA DA CRIANÇA #6 – ANNA CAROLINA IGARI – LITERATURA NA INFÂNCIA

Esse texto tem um significado todo especial para mim, pois esta jovem escritora confiou a mim  e mais duas amigas lindas ( Bru Predileta e Leisi Linda)  a leitura beta de seu recém lançado e-book LEMBRANÇAS! Anna tem um escrita profunda e de uma polidez lírica maravilhosa!!

No final da postagem tem os links dela 🙂

 

Então, segue o texto , vamos conferir ?!

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A literatura e eu

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Fonte Yellow – Flicr

Era uma vez, uma menininha tão pequenininha, que ninguém a levava a sério, ela queria saber o sentido das coisas, queria saber onde acabava o céu toda vez que andava de carro e olhava para o alto, o motivo pelo qual leite se chamava leite e não água branca, mas os adultos só riam e apertavam bochechas da menininha.

Desde bem cedo, ela ficava brincando com os livros da mãe, e se perguntava se aquelas letrinhas todas juntas, tinham as respostas que ela precisava. Aos cinco anos, a menininha conheceu a biblioteca da escola pela primeira vez, e ficou surpresa de ver tantos livros, muito parecidos com os que ela tinha em casa, e ficou fascinada! Não pela leitura ou pelo que eles proporcionavam, afinal ela ainda nem sabia ler ou escrever, mas pelo formato, a forma colorida com que compunham uma estante, e todas aquelas palavras.

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Fonte Ryotorn Belgraff em Pinterest

Foi estranho como alguns poucos anos depois, com o tanto que ela teve que ler na escola, e com os livros chatos que foi obrigada a estudar, passou a detestar ler longas histórias, achava cansativo, e só gostava dos livros que tinham muitos desenhos, e quanto mais bonitos e coloridos, melhor! Mesmo assim, aos nove anos, sua brincadeira preferida era se esconder embaixo de uma mesa de ping-pong, na hora do “lanchinho”, e com algumas amigas ficava escrevendo letras de músicas com ritmos que, claro, já existiam. Ela só trocava a letra e cantava, para elas ou para si mesma quando estava sozinha em seu quarto.

Nessa época, era muito claro para ela, como as palavras eram mágicas, ela passava noites acordada, pensando em como aquelas letrinhas, que nada eram separadas, podiam significar tantas coisas, apenas por estarem juntas! Como a frase Eu te amo, pode ter um significado tão forte, se são apenas as palavras “eu”, “te” e “amo”? E como várias palavras juntas conseguem compor um mundo de histórias?

Sim, ela já tinha sido fisgada pela força das palavras naquela época (desde que fossem acompanhadas também de grandes figuras), mas a verdadeira literatura só surgiu no ano seguinte, quando a menininha se viu completamente sozinha, e passou a me esconder entre as prateleiras da biblioteca todos os intervalos. Ela sentava no canto, os braços abraçando as pernas, a cabeça contra o joelho. Sentia que ali estava segura, protegida do bullying, dos olhares curiosos, das piadas sem graça.

Foi quando sem querer levantou os olhos, e pegou o primeiro livro de poesia. Ainda lembro como puxou o livro com cuidado para que os outros não caíssem, inclinando primeiro.

Para não ser Macabéia, ou não...:
Fonte pedagogiaaopedaletra.com

A capa era branca com um título grande: “A hora da Estrela” de Clarice Lispector.

Não se lembra de nada que estava escrito, mas a marcou e tal forma, que depois disso não conseguiu mais parar, e descobriu um mundo enorme, dentro daquela pequena biblioteca, e vieram Cecília Meireles, Carlos Drummond Andrade e Augusto dos Anjos. Sentiu o primeiro aperto do peito, enquanto chorava e virava a última página de “O Pequeno Príncipe”, exemplar já bem empoeirado que encontrou na casa de sua avó, susp

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Fonte Romances Adolescentes Blog

irou noites e noites enquanto lia “A Marca de uma Lágrima” de Pedro Bandeira, o qual, por incrível que pareça, ainda consegue recitar de cor várias das poesias contida nesse livro.

 

Conheci a menininha a muitos anos atrás, e enquanto escrevia esse texto, pensava no quanto queria encontrá-la novamente, levantei, fui até o espelho da sala e fiquei olhando para o meu reflexo, não demorou muito e a menininha apareceu, eu sorri para ela, e ela sorriu para mim, coloquei a mão no coração e ela colocou também.

Nenhuma de nós duas disse nada, mas eu sei o que ela queria me dizer:

“Eu vou sempre estar com você! Aqui dentro.”

Desviei o olhar e peguei uma foto minha, de quando eu era apenas a menininha e coloquei no meio da minha estante de livros.

E assim, para ficar confirmado que essa é uma história de amor, só tem uma forma a qual posso terminar:

E foram felizes para sempre…!

Pelo menos, é o que eu espero!

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capa

SINOPSE Um passado difícil, um futuro incerto e um amor à espreita.
Liz tem apenas dezoito anos, mas leva uma vida repleta de responsabilidades. Algo terrível aconteceu durante a infância, e ela segue tentando conviver com seus erros. Até que, em meio ao espetáculo de fogos do Ano Novo, acontece um arrastão. Gritos, desespero, uma arma apontada para Liz, que se vê obrigada a fazer uma escolha de vida ou morte.

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Abraço e até mais 🙂

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Autor:

Poetisa da vida, Leitora por vontade, Ferroviária por destino, Rabiscadora de Cadernos, Apaixonada por Livros, pelos amigos, pela vida e filosóficamente dramática :) - Jundiaí - SP - Brasil ! #APOIOAUTORESNACIONAIS

8 comentários em “SEMANA DA CRIANÇA #6 – ANNA CAROLINA IGARI – LITERATURA NA INFÂNCIA

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